quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Vamos continuar mansos e quietos?






Ponto prévio: Não sou muito adepto do treinador Nuno Espírito Santo. Quando se falavam de nomes para o cargo, este era o último que eu queria ver no FC Porto. Acompanhei vários jogos do Valência nas 2 épocas em que lá esteve, e se na primeira os resultados foram bons (embora normais para os jogadores de que dispunha), as exibições nunca foram muito conseguidas, salvo raras excepções. É a minha opinião, conheço quem tenha outras, o que respeito. Enquanto pessoa e ex-jogador do FC porto sempre o admirei, pois além de excelente profissional, aparenta ser também um excelente ser humano.

Vamos à acção propriamente dita (ou falta dela). Não se compreende que após uma época em que ficou demonstrado que precisávamos de reforços, tenhamos iniciado esta afastando do plantel alguns dos principais activos, como Brahimi, Indi e Aboubakar. Sem as contratações que já precisávamos, ficamos ainda mais fracos, sem sequer ter um banco de suplentes à altura. Sem contar ainda que ao colocar de lado os jogadores, estamos a dizer ao mercado que aqueles são para despachar, fazendo o preço baixar automaticamente. Concluindo, nem rendimento financeiro, nem desportivo! Isto tudo enquanto outros com menos qualidade continuam no plantel. Incompreensível.

Após o jogo de apresentação contra o Villareal fiquei ainda mais convicto que, infelizmente, parecia estar certo. A exibição, embora num jogo particular, deixava muito a desejar para quem tinha a pré-eliminatória da champions mesmo aí à porta.

1º jogo do campeonato em Vila do Conde. Exibição quanto baste, consistente e uma boa vitória. Nada mais do que aquilo que se exigia como mínimo.

Chegou o primeiro jogo contra a Roma. A primeira meia-hora fez-me sentir vergonha da exibição, e parecia confirmar os meus piores receios. Não me lembrava de ver um FC Porto tão defensivo a jogar em casa, ao longo de mais de 35 anos a assistir a jogos nas Antas e no Dragão. A 2º parte foi totalmente diferente. com futebol ofensivo, arrogante, em constante procura do golo. Mas pelo meio tinha havido uma expulsão na equipa romana, já próximo do intervalo, o que deixava a dúvida se a mudança na cadência do jogo se devia somente a esse facto, ou a algo mais. O jogo terminou empatado. e apesar de ainda ter esperanças em passar, a razão fazia-me pensar que a maior probabilidade era a de sermos eliminados.

Jogo em casa com o Estoril. Fantástica 1ª parte do FC Porto, com a atitude e futebol de que já sentia saudades.  Infelizmente pudemos logo aí constatar que os campos em que jogamos continuam inclinados. Um penalti por assinalar logo aos 3 minutos, aliado ao perdão e vários cartões, alguns em lances escandalosos, e ao constante anti-jogo que continuam a permitir nos jogos do FC Porto. Mal nós sabíamos (ou não) o que estava para vir mais tarde. Apesar de tudo vencemos o jogo com uma exibição que no seu todo me deixou satisfeito e algo surpreendido.

Roma! 2ª mão. O tal jogo que eu achava que já “tínhamos ido “, apesar de a fé me fazer pensar o contrário! Excelente entrada em jogo. Futebol positivo em busca do que precisávamos, e sendo felizes ao marcar numa das primeiras oportunidades. Jogo equilibrado, quando de repente acontece uma coisa a que não estamos muito habituados: uma arbitragem decente e honesta!!! 1 expulsão ao terminar a 1ª parte e outra pouco depois de começar a 2ª. Ambas justas e justificadas, Tínhamos tudo para vencer, pois se com 11 contra 11 estivéramos em bom plano, agora ainda mais condições existiam para o fazer. Engano. Passamos por momentos escusados, mas atingimos o objectivo principal com uma ponta final com mais 2 golos. 

Existem neste momento 2 Portos. Um entusiasma, o outro assusta! Mas é início de época, por isso é normal assustar, mas o normal e expectável no futuro próximo será entusiasmar. Neste momento, confesso, estou a começar a achar que, talvez, me tenha enganado a respeito do Nuno treinador. Espero, obviamente, que sim.

Jogo para o campeonato em Alvalade. Mais uma prova de fogo que esta equipa estava a passar com distinção, até ao momento em que os montes de merda do costume resolveram intervir mais a sério. Se antes do primeiro golo do zbording já tinham existido vários lances violentos, foi com este golo que se iniciou a reviravolta, que foi mais tarde completada com mais uma mãozinha da arbitragem… ou melhor do Bryan Ruiz… Não vou fazer mais comentários sobre as incidências deste jogo, pois para isso está aí o vídeo no início do post. Relativamente a este jogo concluo dizendo que fiquei com a nítida sensação de que em condições normais teríamos vencido com naturalidade e justiça. E isto apesar de achar que temos um imenso caminho de melhorias a percorrer.

Vou concluir provavelmente da forma que poderia ter começado. No programa “Universo Porto” que aqui tem disponível, é feita uma análise às várias incidências deste jogo, mas mais importante é ouvir Bernardino Barros dizer algo do género com que me identifico totalmente, que é o facto de termos chegado a um ponto em que até perdemos a vontade e a motivação de lutar contra estas coisas, pois sentimo-nos impotentes. A máquina lisboeta está de tal forma bem montada e oleada, que eles conseguem apagar até a torre dos Clérigos se necessário for!!! Chegámos a um ponto em que, como diz o Bernardino Barros, isto só lá vai com medidas drásticas! É preciso acção e nós só estamos a ter reacção, sem qualquer resultado. A mulher do funcionário do vieira, a mj morgado, gastou milhões dos portugueses em investigações que não conseguiram condenar ninguém  (as letras pequenas em alguns nomes são intencionais). Quando muito terão servido para limpar algumas pontas soltas que outros tinham, mas apesar do falhanço nas condenações, essa espécie de coisa criou todas as condições para aquilo que se está a passar desde há alguns anos a esta parte.

Vamos continuar a comer e a calar? Não? Então que fazemos? Rezamos por um terramoto em Lisboa que acabe de uma vez com mouros, magistrados corruptos, políticos corruptos (pleonasmo, eu sei), e toda a merda que lá existe? Isso poderia levar tempo demais (embora valesse a espera)…
Esperamos que apareça uma versão Nortenha/Portista do pragal colaço a incitar ao uso de armas contra os mouros? Não me parece que a justiça fosse ficar quieta nesse caso, como ficou então, após o incitamento à violência contra os adeptos do FC porto... Ou quando anunciou o ataque à casa do FCP de lisboa...
Temo que algum dia alguém perca a cabeça e estrague a vida por causa destes corruptos. Espero que não se tenha de chegar a esse ponto, mas a paciência tem limites.

Falem, opinem, sejam construtivos contra o inimigo e não contra nós próprios. Dividir para conquistar é o lema deles, que junto com a propaganda formam uma máquina de guerra terrível! Mas estas ideias não são deles, são copiadas como sabem, pois eles não tem inteligência para criar... Mas nós podemos e devemos ser criativos e inovadores, mas sempre na paz do Senhor, como que os cruzados da era moderna em acção contra os mouros... Os cruzados faziam tudo pela paz!